Eu vou ser papai!

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Calma. Respira. Sim, é isso mesmo. Dona esposa está grávida de uma pequena versão misturada minha e dela. Não é fantástico isso? Já posso me considerar oficialmente obsoleto, agora que a versão nova está vindo aí.

Tudo começou numa tarde de abril de 2011, quando dissemos os votos na frente dos amigos e familiares. Não, foi num primeiro de setembro alguns anos antes. Ou melhor, numa tarde de julho… Começo finalmente a entender o Ted, de “How I Met Your Mother”. Quando as coisas realmente… começam? Não sei. Mas olha, dar o próximo passo é uma sensação incrível.

Eu sou um cara prático.
“Estou grávida!”
“Preciso transformar o escritório no quarto de bebê.”

Brincadeirinha, isso não foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Primeiro eu fiquei bem feliz. E com um pouco medo. E feliz. E sei lá, é coisa demais que passa pela sua cabeça nessa hora. Inclusive o tal “preciso transformar o escritório no quarto do bebê” em algum momento.

Medo? Claro que existe medo. São tantas mudanças, tantas implicações, tantas responsabilidades. Sim, é tudo para melhor, mas isso não impede o frio na barriga. Ok, não vamos chamar de medo, vamos chamar de “responsabilidade”.

Responsabilidade é uma coisa engraçada. Não só porque eu preciso prover materialmente à minha família (freelas indo de vento em popa, graças a Deus!) A parte material é “fácil”, sempre achei que eu seria capaz de dar um jeito se as coisas ficassem ruins de repente. Responsabilidade é outra coisa. É saber que logo logo eu vou ter um par de olhões lindos e curiosos assistindo a tudo o que eu faço.

Aliás, assistindo a tudo o que eu sou. Sabe aquela coisa de dar o exemplo? É pior que isso. É SER o exemplo. Eu sempre acreditei em cunhar um caminho para ser feliz, que tem a ver com buscar uma qualidade de vida por meio de um trabalho que me satisfaça. Viver de freela, trabalhar com escrita, tocar a Trasgo com paixão. Tudo isso é uma escolha de vida. Ou melhor, escolha de valores.

Quando você recebe a novidade a ficha não cai. Demora um pouco para aquilo se tornar real. Primeiro, é só duas listras num palito doido. Depois é só um numerozinho num exame de sangue. Ok… Taxa de hormônios alterada. Aí veio o primeiro ultrassom. Não importa que ele parece um feijão. Que ele tem só 1,5cm. Esse feijão se mexe e esse feijão é seu filho. É aí que as coisas se tornaram reais.

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Eu vou ser papai. É de verdade!

Depois o feijão ganha braço, perna, e ele se mexe! E tem um coraçãozinho que bate mais rápido que o créu na velocidade 5. Gente, ele não nem nem cinco centímetros e já vai para lá, para cá. Coisa doida.

Você imagina coisas aleatórias a qualquer hora do dia. Como vai ser legal ver a criança dormindo em cima da cachorra (ou embaixo, vai saber). Ou quando essa pessoinha vai crescer e dar uma voltinha de moto. Ou quando a gente vai mostrar todas as coisas legais como Alladin e O Rei Leão.

E tem as consultas à obstetra. Como eu faço meu próprio horário, vou em todas. Você começa a se familiarizar com coisas obscuras como hormônios femininos e procedimentos de parto. E começa a se assustar com coisas que você nem sabia que existia. E descobre que existem toneladas de vitaminas e complementos específicos para mulheres grávidas.

E isso é apenas o começo. Já começamos a estudar sobre cadeirinhas, bebê conforto, sling e o misterioso mundo dos bebês. (E do capitalismo voltado a bebês. Loja de usados, aí vou eu!)

Mal posso esperar. Vai ser o maior barato!

PS: Por enquanto, continuem mandando essas lindas indicações de freelas que estão me ajudando muito!

PPS: Não, nós não sabemos o sexo. Nem nomes.

PPPS: sorvete

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2 Comments

  1. Que demais! Vcs poderiam por o nome de Sofá, pra combinar com o blog 😀

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  2. Guilherme Rogieri

     /  23 de março de 2016

    Sensacional Kampen! Parabéns ao casal! =)

    Responder

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