Como ser um bom hóspede na casa da sogra

O sogro havia se retirado para o cochilo da tarde, enquanto Ela e sua mãe discutiam em qual filme Johnny Depp estava mais bonito. Sobrando, achei melhor dar um pulinho ali na sala para ver o que tinha na TV.

Dois programas de “Como reformar a sua casa em um final de semana” depois, o sentimento era familiar. Levantar ou não do sofá? Ficar no sofá e continuar o genro anti-social, ou ir participar e virar o genro entrão?

Entrando Numa Fria. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Chegamos a mais um post educativo aqui no Sofá, fruto de uma série de experiências de alto risco (não tentem isso em casa) para mostrar como se comportar naquele momento que muitas vezes é o teste de fogo do relacionamento: a casa da sogra.

Para não ficar perdido no masculino, feminino, esposa, marido, filho, filha, vou simplificar o texto escrevendo filho e genro, assim no masculino, mas que você pode ler como filha e nora, que dá no mesmo.

Ouça o seu cônjuge, mas nem tanto assim

Ninguém conhece melhor a sua sogra do que o filho dela. Então realmente ouça o que o filho (seu esposo ou esposa) tem a dizer. Detalhes como “precisamos levar toalhas e roupa de cama”, ou se as pessoas estarão vestidas para uma festa formal ou para um churrascão na laje, você pode deixar por conta do filho resolver, e não esquentar a sua cabeça com isso.

O problema é que o filho sempre tem uma visão totalmente distorcida de sua mãe, a melhor mãe do mundo. E o genro está em uma posição completamente diferente de relacionamento, o que é “ok, sem problemas”, para o filho, pode não ser para o genro (leia-se fechar a porta da geladeira com os pés e usar o banheiro de porta aberta – nuuuuuunnnnnnncaaaaa).

More tentacles

Isso é o que acontece quando você fecha a porta da geladeira com o pé.

Leve sempre um presente

Em algumas culturas, sempre que você visitar a casa de alguém, é de bom tom levar um presente. Esta tradição vale para algumas famílias, outras não, mas nós acreditamos que um agrado à sogra nunca faz mal. (E ouvi dizer que sogras gostam de chocolate.)

Mas, pessoal do Sofá, como assim um presente?  O ideal é um presentinho que seja significativo o suficiente, mas não grande coisa. Aquele tipo de “passei no mercado no caminho para cá, aproveitei e trouxe isso”. Flores são sempre muito agradáveis. Vinhos também são bastante adequados, principalmente se a visita é para uma ocasião mais festiva, não apenas a visitinha de rotina.

Agora, se a grana está curta e quaisquer dez reais estão salvando o porquinho, você pode preparar um bolo, bolachinhas ou outro petisco que seja sua especialidade, e assim mostrar como é prendado! Ou levar o sorvete para a sobremesa. Consulte o filho antes para saber se a sogra preparou um banquete com três entradas, quatro pratos principais e cinco sobremesas. Neste caso, não leve comida. :p

Um detalhe importante: não faça disso grande coisa, e nunca leve algo caro, para não criar uma situação desconfortável.

Ajudando nos preparativos e na louça

Mais um grande dilema vindo direto da terra do “lá em casa é diferente”. Em algumas casas é normal que todo mundo participe da preparação e arrumação da mesa, em outras isso é papel das mulheres, em outras dos filhos e certas casas têm pessoas contratadas para isso.

A maneira mais simples de colocar isso é “ofereça sempre, mas nunca insista”. E por oferecer, não digo aquela perguntinha safada feita só para livrar a sua cara dizendo que perguntou, mas sim oferecer ajuda já colocando a mão na massa, levando os pratos para a pia, ou cortando a cebola.

Não insista, nem seja o primeiro a fazer isso, muita gente se sente incomodada de ver “visitas trabalhando”. E embora você seja da família, por um bom tempo você será visita. Talvez para sempre!

A Sogra. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

O dilema entre dar espaço e estar ausente.

Quando o casal mora junto, nem sempre consegue manter a proximidade da família. Então, quando o filho visita a casa dos pais, tem que colocar a conversa em dia, resolver pendências, curtir a família. E aí o genro precisa dar essa liberdade, esse espaço, sem ficar grudado o tempo todo.

Porém, o oposto também é ruim, não dá pra ficar ausente, colado no celular, notebook ou na TV. É importante socializar e bater um papo com o sogrão enquanto a esposa conversa com a sogra!

Sim, falta assunto. Na maioria dos casos sempre falta assunto, e aí vale apelar para tudo, desde “esse carvão queima bem, né?”, ou até um “caramba, que trânsito”. Geralmente uma conversa é mantida por alguém que fala e alguém que ouve. Se você não é do tipo falante, tente deixar um assunto no ar e ficar mais ouvindo. Ah, claro, evite assuntos espinhosos, polêmicos, ou qualquer questão familiar. Você não vai querer se ver no meio da velha discussão sobre quem ficou com o piano da Tia Cotinha.

Não arraste o marido, mas também não o abandone à própria sorte.

Este tópico é o mesmo que o anterior, mas agora uma dica para o filho. Na casa dos pais, você está em seu habitat natural, tranquilo com os espaços e as pessoas. O genro, principalmente no começo, vai estar se sentindo um polvo na vidraçaria.

Por isso, é importante dar espaço para que o genro, marido ou esposa, possa ficar quieto em um canto, ou escolher não participar de determinada discussão, brincadeira ou passeio. Mas não o abandone ali no cantinho o fim de semana toda, convidar ou dar um empurrazão para o genro participar de atividades da família é papel do filho. Quanto mais participar, mais rápido acontece a integração.

Enfim

Este artigo foi escrito todo pisando em ovos, por motivos simples: cada família é uma, cada pessoa é diferente, e a relação que cada um tem com a sua própria família ou com a família do cônjuge varia muito. Mas quase sempre é algo meio complicado, ou pelo menos poderia ser melhor.

Como é essa relação na sua casa? Sogros e genros se dão bem, ou ainda está naquela fase de medir cada palavra, cada ação?

E aí, sogras, alguma dica? 🙂

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8 Comments

  1. Carolina Freddi

     /  9 de maio de 2012

    Essa coisa de insistir é foda. Me sinto mal insistindo, por que vai que a pessoa realmente não quer que você ajude? Nunca sei o que fazer 😐 as vezes eu deixo, as vezes eu forço e faço assim mesmo! AHUaUHhua

    Minha mãe, por exemplo, não gosta que façam nada em casa, mas sempre que vai na casa de alguém “força” a pessoa a aceitar ajuda O_O ahhh! cadê lava-louça gente? hAUAHUhua

    Bom post. Acho que a geladeira alguém aqui já fechou com o pé e levou uma olhadinha mortal, né?! auhhuehue

    Responder
    • Rodrigo

       /  9 de maio de 2012

      Essa questão de lavar a louça na casa da sogra sempre era motivo de discussão, ainda é de vez em quando…

      Bom, contando que você não quebre aquela porcelana chinesa caríssima do jogo de jantar novo, está tudo bem. 🙂

      Ahn, e eu nunca fechei a geladeira com o pé! (Mais fácil dar o empurrãozinho na porta com a busanfa mesmo.)

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  2. Sonia

     /  11 de maio de 2012

    Fiquei assustada, que parte do texto é um desabafo? Vc aqui em casa é como um filho, sinta-se como tal.

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    • Rodrigo

       /  11 de maio de 2012

      Oi Sonia!

      Não é um texto de desabafo não, é só um texto para ajudar muitos outros genros que não têm a sorte de ter uma sogra tão legal quanto você. 🙂

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  3. aline rezende

     /  22 de maio de 2012

    hahahahaha e ela veio comentar! morri de rir!!
    sério agora, esse negócio de casa da sogra é dose mesmo. num passado distante era tortura ter que socializar. atualmente não tem casa da sogra/sogro [marido órfão] mas, tem das cunhadas e acaba dando na mesma. mas, como casei com primo, tá tudo em família! =]

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    • Rodrigo

       /  23 de maio de 2012

      Para a gente também era mais difícil no começo, hoje já é bastante tranquilo, sem stress visitar as sogras. No começo você se sente observado, medido, né? 🙂

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  4. Elizandra Soares Soares

     /  21 de abril de 2013

    Boa tarde, vou de vez em quando na casa de minha sogra, quando chego la ela fica muito feliz, não sou de ir muito em seguida deixo passar um bom tempo para ir la, e ela adora quando levo umas rosquinhas que aprendi a fazer.

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  5. Gabriela

     /  13 de agosto de 2014

    Isso é um problema!!!
    Não lavo louça nem na minha casa ahusahushauhs

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